A hiperidrose é caracterizada pela transpiração aumentada, além do exigido para a regulação da temperatura normal. Pode ser congênita ou adquirida, afeta 3% da população mundial e acomete igualmente homens e mulheres entre a 3ª e a 6ª década de vida. Pode ser generalizada ou localizada a partes específicas do corpo. Mãos, pés, axilas e virilha estão entre as regiões mais ativas da transpiração, devido à concentração elevada de glândulas sudoríparas, no entanto, qualquer parte do corpo pode ser afetada.          

A alteração pode ser bastante constrangedora, com implicações na vida social e profissional dessas pessoas. A ansiedade causada pela transpiração excessiva pode agravar o quadro, o que leva as pessoas a modificarem seu estilo de vida para se adaptarem ao problema. Freqüentemente, as mãos estão frias e úmidas, o que dificulta as tarefas rotineiras, esgotando psicologicamente as pessoas portadoras do distúrbio. Atrapalha segurar objetos de forma segura ou pegar um papel sem molhá-lo. Um simples aperto de mãos pode se tornar motivo de angústia, assim como a tentativa de esconder embaraçosas manchas de suor nas roupas, na região das axilas, o que pode limitar os movimentos da pessoa. Em casos graves, as camisas coloridas devem ser evitadas e trocadas várias vezes ao dia. A transpiração excessiva dos pés dificulta os pacientes andarem descalços ou de sandálias, visto que os pés deslizam por causa do suor.                           

Para o tratamento, pode-se tentar usar antitranspirantes mais concentrados na tentativa de melhorar a hiperidrose de grau leve, principalmente nas axilas, mas há chances de irritação da pele. 

Existem dois tipos de tratamentos mais eficazes reconhecidos para a hiperidrose: o temporário (toxina botulínica), e o definitivo (cirúrgico). 

A toxina botulínica tipo A (Botox®, Dysport®, entre outras) é usada para desativar as glândulas sudoríparas através de injeções por agulhas muito finas na pele da região axilar ou das palmas das mãos, com intervalos de cerca de 1 a 2 cm entre os pontos, nas áreas onde a produção de suor é mais intensa. Nas palmas das mãos deve ser realizado um bloqueio anestésico, pois a aplicação pode ser dolorosa. Tem tido bons resultados também quando aplicada nas regiões das costas (dorso), tronco e plantas dos pés. O efeito máximo ocorre em cerca de 2 semanas e o tratamento apresenta boa eficácia, e sua duração pode chegar até 9 meses. É aconselhável reaplicar a toxina em intervalos de 9 a 12 meses. Praticamente não ocorrem efeitos adversos. 

O tratamento cirúrgico é a forma mais definitiva de resolver a questão, mas pode ocorrer do corpo suar excessivamente em áreas não tratadas, mais comumente na região lombar e no tronco. Esse fenômeno é denominado “hiperidrose compensatória” e é considerado suportável pela maioria dos pacientes operados.

Se você tem suor excessivo ou conhece alguém que tenha, vale à pena abordar esse problema e conversar com seu médico, pois o importante é se sentir bem, em sintonia perfeita com a vida!

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